O PT/RN realiza seu Encontro Nacional de Tática Eleitoral.


O PT/RN realiza no dia 26 de abril (sábado), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, seu Encontro Nacional de Tática Eleitoral.
Participam do Encontro 200 delegados eleitos no PED (Processo de Eleição Direta) de 2013, dirigentes partidários e lideranças petistas do estado.
Durante o evento serão debatidos as táticas do Partido para as eleições de 2014.

Carta aberta militantes e simpatizantes do PT de Mossoró


Este momento em que me dirijo ao PT mossoroense é, antes de qualquer coisa, um momento de gratidão.
Somos gratos a tod@s @s petistas mossoroenses e de instâncias partidárias superiores, no âmbito regional e nacional, pelo apoio que deram ao nosso nome: JOAQUIM CRISPINIANO NETO, para ser candidato a prefeito de Mossoró nas eleições suplementares antes marcadas para 02 de fevereiro de 2014.
Foi um gratificante reconhecimento pelos nossos 34 anos de filiação, militância e vida inteiramente dedicadas à construção do PT por um Brasil, um RN e uma Mossoró melhor;
Somos profundamente gratos a tod@s @s petistas que, diante de uma avaliação responsável e serena, em 29 de dezembro de 2013 decidiram por sugestão nossa, retirar a candidatura própria e somar forças com o prefeito interino Francisco José Júnior, do PSD, por entender que não devia deixá-lo cair no isolamento que os grupos oligárquicos estavam armando para emparedá-lo. Acima de tudo, nos inspirou a esta decisão, a responsabilidade de não permitir que a interinidade se configurasse em instabilidade administrativa e política que estava sendo alardeada contra o prefeito interino e, por conseguinte, contra o município de Mossoró, com o fim de fazer voltar ao poder as forças que chegaram à prefeitura por meios totalmente repudiados pela Justiça Eleitoral, num dos maiores vendavais de cassações já vistos em todo o País, atingindo as duas candidaturas oligárquicas.
Acima de tudo, lideramos esta opção de nos somarmos ao prefeito interino por pertencer ele aos quadros de um partido da base aliada de apoio ao Governo Dilma Rousseff, do PT, mesmo sabendo-se que seu histórico nas relações com o PT representava um grave risco, por não ser uma parceria confiável.
Somos particularmente gratos aos companheiros e companheiras do PT estadual que, inspirados na posição sensata e corretíssima de Mossoró, aceleraram as conversações e o processo de aproximação do PT com o PSD no plano estadual, configurando-se a possibilidade concreta de composição da chapa Fátima Bezerra (PT) para o Senado e Robinson Faria (PSD) para governador, rompendo com a imobilização que reinava diante do jogo sórdido que vinha sendo encabeçado pelo deputado Henrique Eduardo Alves que articulava as forças reacionárias e antiDilma e manipulava com o fito de isolar o PT/RN;
Somos gratos a todos os companheiros e companheiras que acompanharam a nossa posição, votando no Diretório Municipal, em prol da PARCEIRA POLÍTICO-ADMINISTRATIVA com o prefeito Francisco José Júnior, em que ele convidava o PT a indicar @ secretári@ de Saúde e @ subsecretári@ de Agricultura, além de indicar o candidato a vice-prefeito na sua chapa.
Foi uma decisão apertada, mas ganhamos por dois votos de maioria e, mesmo assim, conseguimos unificar o partido nas semanas seguintes, convencendo as correntes perdedoras de que poderíamos construir ali uma alternativa à mesmice autoritária e patrimonialista que domina a política mossoroense há muitas décadas;
Somos muito gratos pela compreensão do tod@s por não forçarem a ocupação das secretarias prometidas para não estimular o discurso da “instabilidade administrativa” que vinha sendo esgrimido contra o prefeito pelos advogados de defesa da prefeita cassada e afastada;
Somos particularmente gratos a todos os filiados e filiadas do PT de Mossoró, pertencentes às oito correntes (tendências) internas, enfileiradas em dois campos de forças que, através de negociações sérias, transparentes e éticas chegaram a um consenso em torno do nosso nome para compor a chapa na condição de vice do prefeito/candidato Francisco José Júnior, do PSD. Não podemos deixar de expressar uma gratidão especial pel@s que somaram-se a nós compondo uma força capaz de vencer qualquer prévia, viabilizando assim evitar mais uma disputa interna depois de um período de desgastes por que o partido vem passando no âmbito local.
Somos gratos à comissão de negociação política que nos levou ao apartamento do prefeito Francisco José Júnior há três semanas para anunciar que o nome de consenso no PT para ser seu vice, era: JOAQUIM CRISPINIANO NETO. Anúncio este que foi verbalizado pelo vereador Luíz Carlos Mendonça Martins que havia retirado sua pré-candidatura para apoiar o nosso nome, juntamente com todas as correntes do campo que emprestava apoio à sua postulação.
Somos gratos aos amigos e admiradores que nos abordaram durante mais de um mês dizendo que não gostariam de votar no prefeito interino, mas devido à nossa presença na chapa, iriam dar, literalmente, um voto de confiança.
Somos gratos ao vários dirigentes partidários que após conversarem com o prefeito interino vinham confirmar conosco a disposição de formar chapa com ele e, diante da nossa resposta afirmativa diziam ser este um dos motivos que os animava a marchar juntos por uma renovação na política mossoroense.
Somos especialmente gratos aos servidores municipais, desde motoristas e auxiliares de serviços gerais, até @s membros do secretariado que nos trataram com a maior distinção durante os dias que frequentamos o Palácio da Resistência e as secretarias.
De modo que estranhamos o excesso de discrição do prefeito em não divulgar a composição Silveira-Prefeito/Crispiniano-vice, mesmo que na condição de pré-candidatos, o que evidentemente não fere a legislação eleitoral. Não bastasse ele próprio calar, ainda nos pediu que não divulgasse esta decisão para evitar problemas com a Justiça Eleitoral.  Pacto de silêncio que cumprimos à risca porque, em nome da confiança, não entendermos que se tratava de uma artimanha para deixar opaco o nosso nome e facilitar o golpe que eminências pardas que têm o controle da campanha preparavam contra nós.
Fora da mídia por mais de vinte dias, o prefeito apresentou ao partido uma pesquisa que não tinha sido posta na mesa como critério de escolha de candidato a vice. Como se não bastasse, se arvorou o direito de escolher o vice que o PT indicaria, postura, claramente considerada pelo PT, em qualquer recanto do Brasil, como intromissão indébita.
Diante do exposto, comunicamos que já pedimos afastamento da assessoria do prefeito, na qual estávamos para conhecer melhor a máquina administrativa e onde demos uma modesta, mas significativa contribuição. Outrossim, retiramos o nosso nome de qualquer processo de escolha do vice que irá formar chapa com o prefeito Francisco José Júnior, por entender ser ilegítima qualquer escolha que venha se dar por pressão externa e após o partido ter decidido por um nome. Entendemos que qualquer participação nesta chapa coloca o PT de Mossoró em posição subalterna, tanto quanto aconteceu em 2012 com graves prejuízos ao partido, aprofundando os traumas daquele processo esdrúxulo.
Errar, como o partido errou em 2012 foi desumano; permanecer no erro e na subserviência, é historicamente comprometedor para um partido que nasceu para mudar a cultura política do Brasil e, por isto mesmo, não tem o direito de submeter-se aos cacoetes e deformações do jeito de agir dos que transformam a política numa atividade menor.
Solicitamos de público ao prefeito que considere o nosso pedido de exoneração e publique na próxima edição do Jornal Oficial do Município a nossa exclusão da sua assessoria para que não paire nenhuma dúvida de que jamais aceitaríamos a condição de funcionário fantasma. E que a data desta exoneração seja a de 01 de abril de 2014 para que não façamos jus a proventos referentes a nenhum dia não trabalhado.
Outrossim, solicitamos ao PT/Mossoró que não envolva nosso nome em nenhuma negociação quanto a cargos de secretário ou outro cargo qualquer nesta gestão ou numa futura gestão Silveira Júnior, caso ele obtenha sucesso no processo eleitoral de 04 de maio;
Somos particularmente gratos ao próprio prefeito Francisco José Júnior por nos ter dado a oportunidade de ficar fora deste processo e desta parceria.
Mesmo não estando dispostos a participar deste processo eleitoral, reafirmamos nossa convicção petista e a certeza de que continuaremos lutando nas trincheiras do PT por uma Mossoró , um RN e um Brasil cada vez melhores.
Na certeza de que o nosso afastamento contribui sensivelmente para que a campanha possa transcorrer conforme planejada e também para a nossa felicidade pessoal, profissional e familiar, subscrevo-me com o coração em júbilo e a consciência em paz.


PT, SAUDAÇÕES

Crispiniano Neto

Bom dia acabo de ver o texto do Poeta.

Estou em São Paulo e não tive outra informação sobre o assunto, antes de ler o referido texto.
 
Quero externar minha opinião pessoal sobre o mesmo.
 
 
Caro Poeta Crispiniano.
 
 
          "Desesperar jamais, aprendemos muitos nestes anos,
          afinal de contas não tem cabimento entregar o jogo no primeiro tempo,
          nada de correr da raia, nada, nada..."
 
 
Não nos conhecemos agora, nem ontem.
 
Receba meu maior abraço de solidariedade, respeito e reconhecimento.
 
A política é cada dia uma grande supresa para tod@s nós. 
 
Não consigo continuar nela (a política) sem considerar os aspectos pessoais,
 
as amizades, os reconhecimentos e as gratidões.
 
 
          "A vida é bela, que a futuras gerações a livrem
          de todo mal e de toda opressão".
 
 
Seja cada vez mais voce, nos ensinando e nos motivando.
 
Parabéns pelo texto e pela postura.
 
 
Hugo Manso

GOLPE MILITAR DE 64: NEM TÃO DISTANTE ASSIM


Cinco décadas após a tomada de poder das Forças Armadas, o Estado brasileiro ainda preserva, entre leis e costumes, muitas das heranças deixadas pelo regime ditatorial 
Por Anna Beatriz Anjos
Na próxima terça-feira, dia 1º de abril, o golpe que instituiu a ditadura militar no Brasil completa 50 anos.
Desde 1964, as Forças Armadas estiveram a frente de seis gestões  - incluindo a Junta Governativa Provisória, em 1969. Durante anos, pelas mãos pesadas dos presidentes Costa e Silva e Médici, o país experimentou o impiedoso fechamento do regime, marcado pelo mais repressivo dos decretos militares: o Ato Institucional nº 5. O processo de abertura política, “lento, gradual e seguro”, veio depois de uma década e se estendeu até a promulgação da Constituição de 1988. À essa altura, a prática da tortura já havia se institucionalizado como forma de dominação política e os movimentos de resistência já haviam sofrido significativas baixas.
Apesar dos amplamente difundidos abusos cometidos durante o período, o cinquentenário do golpe foi lembrado por comemorações e “descomemorações”, ao mesmo tempo.
No último dia 24, a reportagem da Fórum acompanhou, em São Paulo, a reedição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Sua primeira versão levou às ruas, também em 64, os setores mais conservadores da sociedade brasileira, que clamavam, entre outras coisas, pelo fim do comunismo. Cinco décadas se passaram e a pauta se repetiu. Em contraponto, ocorreu simultaneamente a Marcha Antifascista, que tinha como principal bandeira o mote “ditadura nunca mais”.
O pedido por uma “nova intervenção militar”, mesmo que manifestado por poucos, traz à tona uma questão: apesar das cinco décadas que nos separam do fatídico golpe, é possível dizer que o Estado brasileiro está livre de quaisquer resquício do tempo em que o exército controlava o país? Segundo os especialistas que a Fórum entrevistou, não: o entulho autoritário deixado pela ditadura persiste, entre normas e práticas sociais.
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